DEAD CELLS

Plataformas Disponíveis
Data de lançamento

7 de Agosto de 2018

Desenvolvedora

MotionTwin

Editora

MotionTwin

Ofertas
Dead Cells coloca você no meio de um experimento alquímico que falhou, onde você deve descobrir o que está acontecendo em uma ilha extensa, mutável e aparentemente amaldiçoada. Imortal, mas mutilado, seu último recurso é controlar corpos para se mover, explorar... e lutar.
Dead Cells surpreende em todos os sentidos possíveis

Em acesso antecipado desde o ano passado, Dead Cells é um projeto ambicioso. O MotioTwin, estúdio francês, decidiu unir elementos de dois grandes gêneros. Assim, o Metroidvania encontrou o Souls Like. Então nasceu Dead Cells, um jogo difícil de ser batido, mas também difícil de largar.

No jogo, somos colocados na pele de um guerreiro sem cabeça. Mas, no importante lugar onde ficaria a cabeça, há uma espécie de alma. A história do jogo é totalmente misteriosa e muitas vezes, sem importância. Mas não pense que isso é um problema. Muito longe disso. Dead Cells faz o jogador se interessar por cada parte do cenário, cada novo personagem e inimigos e a história acaba ficando em segundo plano. É um raro caso onde o motivo de se estar ali pouco importa. O negócio é explorar, matar, viver, morrer, evoluir e aprender.

Ae! Um jogo estilo Castlevania! Bora completar o mapa! MAS PÉRA!!!

Se você é um jogador das antigas, que cresceu jogando Symphony of the Night, vai automaticamente se identificar com Dead Cells. O game tem um feeling muito grande de um Castlevania. O mapa é apresentado com vários locais para se explorar e completar. Logo de cara eu procurei o quanto eu tinha completado do mapa ao andar alguns minutos pelo cenário. Mas logo percebi que isso não existia. Fui então tentando completar tudo, andando por cada parte do mapa. Afinal, isso é importante em qualquer jogo do gênero.

Mas não é em Dead Cells.

Quando a primeira morte ocorreu, o jogo mostrou a que veio. E não demorou muito. Eu passei por dois pequenos mapas e logo os inimigos ficaram muito fortes. A morte era eminente e não tinha como escapar. Então, fui levado novamente para o começo do jogo, em forma de uma gosma que tomou posse de um novo corpo. Então, bastou andar um pouco para perceber que TODO O MAPA HAVIA MUDADO. Sim, de forma procedural, Dead Cells te coloca em um mapa diferente a cada morte. Assim, a morte ganha um novo sentido. O sentido de reinício. Isso cria uma dinâmica muito interessante onde se você não estiver gostando do mapa que está, basta se entregar para os braços da morte e recomeçar. Tudo vai mudar e a experiência será totalmente nova. Embora o primeiro cenário chegue uma hora a dar nos calos, ainda que ele mude praticamente tudo.

Morrendo, evoluindo e aprendendo

Embora a progressão exista, fatalmente você vai enfrentar inimigos que parecem impossíveis. Então, morrerá, aprenderá com a morte e evoluirá. Mas o mais importante é conseguir ficar vivo tempo suficiente para gastar suas células. Assim como em Dark Souls, você acumula dessas células conforme mata inimigos. Ao chegar em uma sala “mais calma” e sem inimigos, poderá gastá-las em upgrades. A grande maioria é fixa e te ajudará durante a sua jornada. Outros são projetos de armas que você poderá reaproveitar a cada morte. São diversos projetos de armas que podem ser encontrados pelo mapa.

Ao morrer, o jogador perderá todas as células e não poderá recuperá-las. Não existe isso de voltar ao ponto que morreu para recuperar suas células. Afinal, o mapa vai mudar, o lugar que você morreu não existirá mais. Então, a cada momento que você passa em uma sala de upgrade, é importante gastar TODAS as células. Vale notar que os upgrades não precisam ser comprados somente com a quantidade exata de células e é possível ir adicionando uma célula por vez. Então, algo que custa 40 células, poderá ser adquirido ao colocarmos 10 células por cada vez que chegarmos nessa sala. É um sistema muito viciante.

Armas e poderes

Outro grande detalhe a se destacar neste jogo é sua jogabilidade. É uma espécie de Hack ‘n’ Slash em 2D com muita competência. Podemos usar espadas, adagas, escudos, arcos, bombas, armadilhas, chicotes e muitos outros upgrades. Cada uma das armas possui alguma característica própria, como causar sangramento, incendiar o adversário, deixam rastros elétricos e muitos outros exemplos.

Saber quando usar cada um dos poderes é a chave do sucesso. Existem armas muito poderosas, mas que deixam nosso personagem lento. Então, também é importante usar, junto dos ataques físicos, magias e armadilhas. A combinação de tudo isso resulta em um combate frenético, cheio de nuances e muito viciante. Entretanto, cada inimigo possui uma fraqueza e são muito perigosos. Saber evoluir e aprender como cada um se comporta é essencial.

Artisticamente belo

Dead Cells não brilha somente na jogabilidade e no sistema de evolução. Graficamente falando é uma pintura também. Fazendo uso do sistema de pixel arte, temos um visual deslumbrante que chama a atenção já no personagem principal. Os inimigos, efeitos de luz e das magias são excelentes. Tudo é muito harmônico. O cenário de fundo também passa uma sensação de grandiosidade, aliado a elementos que se movimentam sutilmente no primeiro plano.

É fantástico ver como tudo entra em contraste e ao mesmo tempo se misturam tão bem. A MotioTwin entrega um trabalho visual e artístico feito com o coração.

Em suma, temos um grande lançamento abrindo a temporada de agosto. A MotioTwin entrega um game memorável e cheio de desafio. Tudo parece ter sido criado com muito esmero e o jogador percebe isso nos primeiros minutos de jogatina. Assim, Dead Cells entra para um gênero que hoje em dia tem muitos representantes. Mas poucos tentam ser diferentes, inventivos e viciantes como ele.

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9

Incrível

Pros

  • Jogabilidade viciante
  • Desafiador e imersivo
  • Cenários dinâmicos, criados de forma procedural
  • Muitas armas com diferentes efeitos
  • Inimigos bem diferentes uns dos outros
  • Bons gráficos

Cons

  • Depois de um tempo, voltar pro primeiro cenário é meio chato